O Serviço Nacional de Protecção Civil adverte para um surto de uma nova estirpe de vírus da língua portuguesa.
O H7DW, mais conhecido por
Vogal aberta, terá surgido recentemente nos meios de comunicação social desportiva e caracteriza-se pela abertura fonética sistemática e despropositada das primeiras sílabas, com particular incidência em apelidos de jogadores ou treinadores. Algumas das manifestações mais frequentes são a pronúncia errada de nomes como “
Cájuda”, “
Cáneira” ou “
Péseiro”. Ataca maioritariamente jornalistas e comentadores televisivos, embora haja já registo de casos entre a população
*. Evitar a todo o custo SporTV, TVI ou acompanhar relatos de jogos pela rádio.
Trata-te da vertente mais perigosa do
Síndrome do S Perdido, onde a letra S aparece inexplicavelmente agregada ao final de verbos conjugados na 2ª pessoa do singular. É um S que claramente anda perdido, não sabe o que está ali a fazer. Ex.: Fizestes, comestes…
O vírus já foi descoberto

e apesar do carácter contagioso, está, para já, afastada a hipótese de epidemia.
A patologia encontra-se em fase de estudo, sendo ainda desconhecidas as suas origens ou qualquer antídoto eficaz
(à excepção deste). Pede-se a quem tenha conhecimento da matéria que nos elucide sobre como combater este fenómeno crescente.
De momento, prevenção é o melhor remédio.
* Há dias fiz uma transacção, e a senhora da recepção esteve a explicar-me as formas de “págamento”. Sim, págamento. Vem de “pá”.
Eu págo, tu págas…