31.7.07
28.7.07
Pronto, passou-se!

“Filhos de uma ursa menor” (e não “vejocaras”, como alguns lhe chamam) está a monte, não obedece a ninguém. Os posts saem quando ele quer e falam do que lhe apetece.
Neste momento escrevo-vos com um rato apontado à cabeça, para informar quem por cá passa que tudo o que aqui for publicado de agora em diante é da sua (dele) inteira e exclusiva responsabilidade.
Perdoa-o, Pai. Pois ele não sabe o que faz.
25.7.07
Figuras carismáticas do imaginário Lisbonense
Não se sabe ao certo que terá sido.
Sabe-se que gosta de andar pelas ruas da cidade, fazendo adeus aos carros que passam.
Perigoso ou patético?
Distúrbio mental ou apenas solidão?
Não interessa, toda a gente parece gostar dele, o senhor simpático que faz adeus aos carros que passam.
Aqui num exclusivo para a fotografia.
19.7.07
Bom samaritano
V2- Quem? Eu?
V1- Sim, podes chegar aqui?
Parei um pouco, na desconfiança. Não costumo responder a estranhos na rua, muito menos se for chamado de “tu aí”. Mas esta era uma daquelas execepções que só eu abro. Olhei à volta para ter certeza de que era comigo, atravessei a estrada e fui até lá.
V1– Desculpa lá isto que te vou pedir, pode parecer um bocado estranho, mas já não aguentava mais.
V2– ...Sim?
V1– Coças-me aqui deste lado?
Estranhei o pedido. Podia ser um truque, e além disso também não é de bom tom andar por aí a coçar os outros. Por outro lado, sei bem o que custa ter uma comichão danada e não poder coçar. É de enlouquecer qualquer um - e parecia-me que era o caso.
Ainda assim, hesitei.
V2– Olha lá, por que é que não te coças tu?
V1– Eh... Porque não tenho bracinhos. Talvez não tenhas reparado.
V2– Ah pois, és capaz de ter razão... És uma casa, não é?
V1- (tom irónico) Pois, parece que sim. Janelas, paredes... uma casa.
V2 – Bom, então a comichão mora onde? – HAHAHA - tentei disfarçar o meu embaraço fazendo um trocadilho estúpido que me deixou ainda mais embaraçado.
V1- É aqui ao pé da boca. Vês essa rampa? O corrimão dá-me uma comichão insuportável.
Eu aproximo-me da parede e começo a coçá-la. Uma senhora de ar bem posto que passeava o seu cãozinho ali perto acelerou o passo e mudou de passeio. “Anda, Nero. Vem com a dona, a vizinhança aqui está cada vez mais estranha.”
V1- Um bocadinho mais para a direita... em cima, em cimAHHH, aíí.
V2- Pronto, está melhor?
V1- Muito melhor. Obrigadíssimo. Afinal és um gajo fixe. Meio palerma, mas fixe.
Quando me preparava para ir embora, satisfeito com a minha boa acção após ter feito uma figurinha bem triste, a casa chama-me novamente.
V1- Espera um bocadinho, não vás ainda.
V2- Sim?
V1- Eu não queria abusar...
V2- O que foi agora?
V1- Não te importas de me coçar no meio dos olhos? Essa goteira aí por cima está a dar cabo de mim.
11.7.07
Fetiches
Se bem que alguns dão-nos uma comichão danada, como estes, por exemplo.
Um copo e um traseiro. Adorava perceber de onde veio esta estética.
OK, o óbvio está lá. O copo diz-nos que naquele sítio se bebem copos, o traseiro indica que naquele sítio há traseiros para ver.
Copo, confere; traseiro, confere.
Mas como diria quem percebe do assunto, "there's more to butts than meets the eye" .
Tem de haver qualquer coisa para além disto. Senão por que razão é que tudo quanto é folheto de bar de strip e festa de Verão utiliza o mesmo recurso? Estes dois exemplos não são casos únicos. É um recurso que tem feito escola.
Para mim trata-se claramente de um fetiche. Anda por aí um fotógrafo com um sério distúrbio, que insiste em utilizar rabos femininos como suporte/base para copos.
E está farto de fazer dinheiro.
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P.S.: Para os mais desatentos, esta semana não houve caras para ninguém. Podem parar de procurar olhinhos onde não há.
4.7.07
Inspiração
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e à fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão”
Consta que o rei terá tomado consciência do drama do massacre das baleias numa casa de banho pública. Enquanto coxeava do urinol para o lavatório, pensava “Tem de ter qualquer coisa errada prá eu alertar prás pessoa…”.
(ângulo lateral)
Ao usar o secador das mãos, encontrou a resposta. Ali, mesmo à frente do seu nariz.
Está mais ou menos explicado um fenómeno que atormentava grande parte da população desde 1981. Agora falta perceber por que é que naquela altura toda a gente parecia a mesma pessoa com aquele corte de cabelo.